O dia do perdão de 2 milhões de dólares

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Tão tradicional quanto a catalogação, o “dia do perdão” é uma prática muito realizada em bibliotecas mundo a fora. Para quem ainda não conhece, funciona da seguinte forma: o bibliotecário resolve estipular um dia em que todos os materiais com atraso da data de devolução serão abonados da multa (débito, pendência ou outro sinônimo de sua preferência). Costuma funcionar, pois muitos materiais realmente acabam voltando para as bibliotecas e todos “vivem felizes para sempre”, já diria o conto.

A Biblioteca Pública de Chicago estava com um problema sério de materiais pendentes e resolveu criar uma “semana do perdão”. Foi a primeira vez que tentaram (ano de 2012) e o resultado foi surpreendente: 101.301 itens foram devolvidos, num valor estimado em 2 milhões de dólares! E o resultado impressionante não para nisso: mais de 40 mil novos cadastros foram realizados de novos sócios (membros, interagentes, usuários ou outro termo de sua preferência) e outros 13.197 foram atualizados.

Agora para 2016, os bibliotecários resolveram repetir a dose, mas numa forma mais planejada ainda. A ação faz parte de um programa de marketing que intitula a biblioteca como “A Casa dos Curiosos”. Você pode se inspirar vendo alguns detalhes aqui.

Um vídeo da campanha, bastante curioso destacando o perfil de carrasco do bibliotecário que, por promessa, será desconstruído pela biblioteca nesta semana de perdão, pode ser visto abaixo:

A idealizadora disso tudo é a Mary Beth Mulholland, bibliotecária e diretora de marketing da Biblioteca Pública de Chicago. Ela concedeu uma entrevista sobre este programa neste link.

O legado bibliográfico de Ranganathan: uma lista de seus livros

SR Ranganathan

Bibliotecário que nunca ouviu falar de Ranganathan, deveria voltar para a graduação. Ou não. Talvez na graduação você só irá ouvir sobre as 5 leis da Biblioteconomia e ficará por aí. Isso não é culpa de ninguém, pois Biblioteconomia deve ser um treco complicado de ensinar, dar conta das reflexões do passado, mas ao mesmo tempo ter um pé no futuro não é tarefa para qualquer docente.

O fato é que só fui ouvir mais a respeito de Ranganathan em várias citações durantes as aulas de Epistemologia no Doutorado e no mestrado tive a sorte de ler de “cabo a rabo” toda a obra “As 5 leis da Biblioteconomia”. Livro tal, que diga-se de passagem, não é mais tão simples de se encontrar (Briquet nos vendeu seus últimos 2 exemplares do depósito em 2013, hoje a obra está somente em PDF para venda).

Ontem, ao compartilhar via Twitter e Facebook a seguinte frase: “Ranganathan escreveu em torno de 60 livros e 2 mil artigos (ou 1.500 dependendo a fonte). Onde ficou tudo isso? Quem na Biblioteconomia escreveu tantos livros?”, pudemos perceber como não é tão simples encontrar informações a respeito das demais obras do indiano. No próprio catálogo da Universidade de Madras, por onde ele passou, você só consegue acesso via Intranet.

No livro “As 5 leis da Biblioteconomia” há uma modesta relação das publicações de Ranganathan, mas buscar no Google, catálogos de bibliotecas e bases de dados, uma simples relação de TODA a produção bibliográfica (somente de livros já seria o suficiente), é uma tarefa hercúlea. Diferentes links deveriam ser recuperados se tivéssemos maior noção da contribuição do autor para a Biblioteconomia, indo além das 5 leis.

Assim, dentro deste contexto, o intuito deste post é pura e simplesmente elencar cronologicamente os títulos destas 60 obras na área da Biblioteconomia (Ranganathan tem grandes contribuições para a Matemática também). É um post vivo, aberto a contribuições, que será atualizado à medida que novos títulos forem encontrados (faltam 2!). Um próximo passo seria encontrar quais estão livremente disponíveis para acesso. Fica uma nova pergunta: se com o livro “As 5 leis” já somos aguçados e ficamos inquietos com a leitura e perplexos com suas previsões, o que poderíamos dizer de todas as obras abaixo?

  • The five laws of Library Science (1931)
  • Colon classification (1933)
  • Classified Catalogue Code (1934)
  • Library administration (1935)
  • Prolegomena to Library classification (1937)
  • Theory of the Library Catalogue (1938)
  • Reference service and bibliography (1940)
  • School and college libraries (1942)
  • Library classification: fundamentals and procedures with 1008 graded examples and exercises (1944)
  • Classification of Marathi literature (1945)
  • Dictionary catalogue code (1945)
  • Elements of Library Classification (1945)
  • Suggestions for the organization of libraries in India (1947)
  • Classification and International Documentation (1948)
  • Preface to library science (1948)
  • Library need of renascent India (1949)
  • Rural adult education (1949)
  • Library development plan: thirty-year programme for India, with draft library bills for the union and the constituent states (1950)
  • Library tour 1948, Europe and America, impressions and reflections (1950)
  • Classification and communication (1951)
  • Indian library directory (1951)
  • Library manual (1951)
  • Philosophy to Library classification (1951)
  • Library book selection (1952)
  • Social bibliography (1952)
  • Social education literature for authors, artists, publishers, teachers, librarians and government (1952)
  • Depth classification, and Reference service and reference material: papers for discussion at the Tenth All-India library conference (1953)
  • Library legislation: handbook to Madras Library Act (1953)
  • Union catalogue of learned periodical publications in South Asia: volume 1 Ohysical and Biological Sciences (1954)
  • Headings and Canons (1955)
  • Headings and canons comparative study of five catalogue codes (1955) – não sei se é a mesma obra acima, encontrei com os 2 títulos
  • Retrospective bibliography of asian learned periodicals (1955)
  • Library science and the resilience of its laws (1957)
  • Library personality and library bill: West Bengal (1958)
  • Elements of library classification: based on lectures delivered at the university of Bombay in December 1944 and in the Schools of Librarianship in Great Britain in December 1956 (1959)
  • Colon classification: basic classification (1960)
  • Library development plan with a draft library bill for Kerala State (1960)
  • Library manual for library authorities, librarians and honorary library workers (1960)
  • Commemoration bibliography of the first 1008 books published by the South India Saiva Siddhanta Works Publishing Society, Tinnevelly limited (1961)
  • Education for leisure (1961)
  • Reference service (1961)
  • Documentation and its facets (1963)
  • Documentation and the spiral of Library Service (1963)
  • Library week souvenir (1963)
  • The organization of libraries (1963)
  • Classification research, 1957-1963: trend report (India) (1964)
  • Classified catalogue code with additional rules for dictionary catalogue code (1964)
  • Library service for all (1966)
  • A descriptive account of the colon classification (1967)
  • Free book service for all: an international survey (1968)
  • Classification and comunication (1969)
  • Conflict of authorship: corporate body vs. corporate body (1970)
  • Documentation and kurma-avatara (1970)
  • Education and library system of the nation (1971)
  • Documentation genesis and development (1973)
  • New education and school library: experience of half a century (1973)
  • Cataloguing practice (1974)
  • Physical bibliography for librarians (1974)
  • Indian library manifesto (1990)

 

 

Mantenha a biblioteca, esqueça os livros

Artigo traduzido de: “Keep the library, lose the books“, de Adrianne Lafrance para o The Atlantic.

Cena do filme "Fahrenheit 451"
Cena do filme “Fahrenheit 451”

Americanos amam bibliotecas. Não, espera, risca isso. Americanos amam a ideia de que eles amam bibliotecas. Publicada nesta terça-feira, uma nova pesquisa da Pew (para quem não sabe a Pew Research é um renomado centro de pesquisas) mostra que mesmo as pessoas sabendo da importância das bibliotecas em suas comunidades, o seu uso cada vez mais vem diminuindo.

Nos últimos três anos, a porcentagem de pessoas que visitam bibliotecas está tendo alguns pontos baixos, embora os pesquisadores da Pew afirmarem que é muito cedo para tomar este índice como uma tendência. A pesquisa ainda mostra que mulheres, pais de crianças pequenas e pessoas com alto nível de escolaridade são os grupos que provavelmente mais visitaram bibliotecas no último ano. De todos os grupos, os hispânicos são os que mais estão indo a estes espaços.

De maneira geral, um dos motivos pelos quais as pessoas estejam visitando menos as bibliotecas é que sua relação com a palavra impressa (ainda a principal entrega das bibliotecas) está mudando dramaticamente.

Esta mudança ficou perceptível na pesquisa da Pew. Um exemplo: quase um terço dos respondentes da pesquisa, a partir dos 16 anos de idade, afirma que as bibliotecas deveriam “definitivamente” excluir o acesso público aos livros, excluindo muitos deles, com a finalidade de liberar espaço para hubs de tecnologia e outras áreas de trabalho mais customizáveis, coletivas, como makerspaces e salas de reuniões. Muitos foram favoráveis a esta ideia, totalizando um índice próximo a 40%, sempre com a ideia de que as bibliotecas deveriam ter cada vez menos livros. Quase metade dos entrevistados afirmou que as bibliotecas deveriam ter tecnologias de impressão, principalmente as impressoras 3D, para que pudessem tornar reais os seus próprios objetos.

Impressora 3D na biblioteca pública de Hillsdale
Impressora 3D na biblioteca pública de Hillsdale

O que seria então a biblioteca do futuro? Muito provável que não será tão diferente de como é atualmente. Muitas bibliotecas já são espaços coletivos e algumas até já estão colocando estas tão desejadas impressoras e outros aparatos (computadores, tablets, e-books…). Se a tendência é que as bibliotecas americanas tenham cada vez menos livros, quando – e quão rápido – isso irá acontecer? Talvez a biblioteca do futuro não seja mais um prédio central e se distribua pela cidade em pontos específicos, como em atraentes cafeterias. Se as pessoas quisessem ler alguma coisa, bastaria acessar o catálogo online da biblioteca e ali mesmo fazer o download da obra.

Talvez seja para isso que estejamos caminhando, mas vai levar muito tempo. Até mesmo na própria Biblioteca do Congresso, onde os bibliotecários ainda projetam e alimentam catálogos, pensar os materiais online é um desafio à parte. Na maior parte das bibliotecas, as grande mudanças não virão por conta do bibliotecário, mas sim pelo comportamento de sua comunidade. “Mesmo que as pessoas acreditem fortemente no papel das bibliotecas para trabalhar a inclusão digital, são poucas as pessoas que estejam utilizando a biblioteca para esta finalidade”, é o que afirma parte da pesquisa da Pew. “Somente 7% dos entrevistados afirmaram que tiveram algum tipo de curso ou oficina ofertado pela biblioteca nos últimos 12 meses a respeito de como utilizar a internet”.

Em contrapartida, 70% dos entrevistados disseram que as bibliotecas ajudam as pessoas a aprender a utilizar novas tecnologias, sendo que destes, 31% afirmaram que é uma ajuda de excelência. Mesmo nas bibliotecas onde o acervo físico de livros está sendo desbastado aos poucos, provocando ainda uma reação dramática, isto não significa que os livros deixarão de existir. As editoras ainda continuam a produzi-los, são mais 300 mil títulos novos anualmente.

Esta pesquisa da Pew é muito emblemática, podendo ser evidenciada uma desconexão em como as pessoas veem os livros impressos e a sua relação com eles. Considere o espaço cultural que os livros ocupam: as pessoas compram livros, deixam na estante, alguns são lidos e outros sequer saem da prateleira. As pessoas gostam de ter livros ao seu redor, sejam impressos ou digitais, entretanto isso não significa que elas passarão os olhos em todas as linhas de todas as páginas.

Como parece que as pessoas veem as bibliotecas: uma biblioteca é um espaço ideal para que as pessoas de determinada comunidade possam se reunir e aprender juntas. Com ou sem livros impressos, mas cada vez com menos deles, as bibliotecas podem assumir este ideal.

A pesquisa da Pew mencionada durante todo o artigo está disponível neste link.

Uma mãozinha para bibliotecários universitários no uso das mídias sociais

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É cada vez mais evidente o uso das mídias sociais por diferentes organizações, inclusive bibliotecas. Saem na frente aquelas que conseguem utilizá-las de uma maneira mais efetiva, inovadora e que extrapolam a mera divulgação e publicidade de produtos e serviços.

Para receber o título de Mestre em Gestão de Unidades de Informação na Universidade do Estado de Santa Catarina, sob orientação da Professora Doutora Elisa Cristina Delfini Correa, desenvolvi a dissertação intitulada “Presença digital de bibliotecas universitárias: diretrizes para o uso de mídias sociais”. No momento ela ainda não está disponível no repositório institucional, portanto, resolvi colocá-la no Research Gate, após algumas solicitações.

Espero que ela não seja mais uma “publicação cinzenta” e que cada bibliotecário universitário possa fazer uso das diretrizes que criei adaptando-as para a sua realidade, tornando suas bibliotecas com uma presença digital mais segmentada.

Acesse a dissertação

Abraço

 

O CEO da Biblioteca e a cidade feliz

Fachada da Biblioteca de Columbus
Fachada da Biblioteca de Columbus

tradução livre e adaptada do texto “Not your library’s mother”, de Deborah Fallows, para o The Atlantic  http://goo.gl/Fp2QSv%5D

Recentemente, a Biblioteca Metropolitana de Columbus pediu aos seus seguidores no Facebook 10 palavras, sendo que 5 delas era para descrever como era a biblioteca da sua juventude e as outras 5 sobre como elas acham que seriam as bibliotecas daqui 20 anos.

Para representar as palavras mais citadas sobre as bibliotecas da juventude, o resultado está na seguinte nuvem de tags:

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Já as palavras mais citadas para representar a biblioteca daqui 20 anos, este é o resultado:ecc031833É uma legítima representação de como estão as bibliotecas atualmente, não somente a Columbus.

Fui conversar com o CEO da Biblioteca Metropolitana de Columbus, Patrick Losinski, que também é responsável por outras 21 filiais da Biblioteca pelo Condado de Franklin. Perceba que seu título – CEO (Chief Excecutive Officer) já é um demonstrativo do progresso das bibliotecas de Columbus, encarada como uma ferramenta que colabora para uma cidade mais conectada e moderna.

Às 9h30 da manhã do dia em que fui visitar a Biblioteca, Losinski me afirmou que eu tinha perdido a hora do rush, onde em torno de 20 a 25 pessoas ficam em frente à porta esperando para entrar. No inverno, este número chega a dobrar! Continuando a nossa caminhada, Losinski fala um pouco a respeito do histórico prédio (construído com parte das famosas verbas de Carnegie no início do século XX) que receberá uma reforma de expansão de mais de 120 milhões de dólares. Tudo deve ficar pronto a tempo de receber o mais importante evento da Biblioteconomia, o Congresso Internacional da IFLA, que será realizada em Columbus em 2016.

Os números sobre a Biblioteca são impressionantes: 800.000 usuários, 6,5 milhões de visitas anuais, 15 milhões de empréstimos e mais de 800.000 downloads de ebooks.

Entretanto, os bibliotecários de Columbus sabem que somente números não bastam. Quando a pesquisa Pew Internet & American Life Project perguntou às pessoas em 2012 o que elas esperavam das bibliotecas, a maioria das respostas giravam em torno de educação e leitura, sendo que 85% afirmou que as bibliotecas deveriam trabalhar mais próximas das escolas, 82% querendo programas gratuitos de alfabetização para crianças. Desta forma, os bibliotecários foram à luta!

Com um programa de trabalho intensivo, os bibliotecários foram à comunidade: lavanderias, lojas, clínicas, abrigos, igrejas… a todo lugar! Visitaram famílias e fizeram milhares de convites para conhecer a Biblioteca. Ao povo que chegou, uma legião de voluntários supervisionados por bibliotecários conseguiu atender a esta demanda. Os livros também saíram das bibliotecas e foram entregues em escolas carentes e até em ônibus.

Sobre a questão digital, é a próxima preocupação de Patrick Losinski. Nos últimos 5 anos, 32% das bibliotecas dos EUA compraram mais computadores do que livros. O próximo passo agora, é mostrar como ter acesso a todo este conteúdo digital, levando em consideração a questão de direito autoral e outras que rondam este universo.

Este foi somente um primeiro contato com a Biblioteca de Columbus. Nas demais vezes que a visitei, pude perceber que Losinski encara a biblioteca como uma “empresa de serviços” e que as pessoas que a frequentam são “clientes”.

Para o Brasil, com um contexto totalmente diferente (principalmente o financeiro), o trabalho árduo começa por onde? Pela cultura das pessoas em usar bibliotecas ou pelos bibliotecários que não se encaram como CEOs?

 

 

Levanta a cabeça, bibliotecário!

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A pressão por pensar diferente, inovar, criar já está quase que uma constante no cotidiano pessoal ou profissional. Queremos impressionar, queremos facilitar, queremos resultados… enfim, queremos e para ontem! Para suprir estas vontades, imprescindível é a motivação e para busca-la, as ferramentas são inúmeras: um texto de um autor que admiramos, um filme, uma música e às vezes até o dinheiro.

Uma das ferramentas motivacionais que admiro e que surtem um bom efeito, são os famosos TED Talks. Resumidamente, as palestras TED (Technology, Entertainment, Design) buscam trazer uma ideia nova para o público em até 18 minutos. A receita certa: um tempo curto que exigirá do palestrante expertise para chamar atenção. Você já deve ter ouvido falar a respeito de TED, pois ilustres nomes já passaram para deixar sua mensagem (Bill Gates, Steve Jobs, Susan Cain, Elizabeth Gilbert…). Este ano, o TED Global, o principal evento, acontecerá no Rio de Janeiro e está com inscrições abertas!

Fazer parte da plateia de um TED é algo um pouquinho difícil e por isso foram inventados os TEDx, que são eventos com palestras organizadas em vários locais. Já tive a oportunidade de assistir a duas e foi incrível. Geralmente as inscrições são gratuitas e limitadíssimas! Se ainda assim você quer conhecer um pouco do conteúdo, os vídeos das palestras são organizados dentro do próprio site do TED, além dos vídeos disponibilizados pelos TEDx em seus próprios espaços (site e YouTube).

Tem muita coisa lá dentro que pode servir para um bibliotecário, muita coisa boa mesmo! Como fizeram? Como conquistaram? Como se motivaram? Aqui eu separei somente três, mais específicos para a profissão. Um deles “roubando” 18 minutos da sua vida, pode trazer uma diferença para as restantes 23 horas e 42 minutos.

Por trás do design da Biblioteca de Seattle

Como os livros podem abrir a sua mente

Uma biblioteca digital free

E aqui deixo mais dois, um muito famoso proferido por Ken Robinson sobre a questão da criatividade nos espaços das escolas. O segundo gira em torno da vertente da colaboração: o compositor Eric Whitacre criou um coral virtual com vozes de diversas partes do mundo a partir de um projeto colaborativo. O resultado é impressionante!